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“A UPJ é um escárnio” diz Sávio Barreto, candidato à presidência da OAB Pará sobre o trabalho da atual gestão

Em entrevista para o BT, o candidato também abordou, entre outros temas, a necessidade de apoio ao advogado do interior

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No próximo dia 18 de novembro, acontece a eleição para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, OAB subseção Pará, que será feita com votos de advogados de todo o estado.

Conversamos com Savio Barreto Lacerda Lima, candidato à presidência da OAB  pela chapa 38 “Advocacia em causa própria”, que tem como vice Brenda Araújo Di Lario Braga. A chapa é oposição à atual gestão, que hoje está à frente da OAB-PA, que tem na presidência Alberto Campos.

Segundo Sávio, a atual gestão tem causado insatisfação à categoria, o que fez com que, uma parte dos apoiadores passassem a apoiar a nova chapa. Sobre o fato da atual gestão estar no cargo há seis anos, ou seja dois mandatos, e ter sido reeleita pela maioria dos associados, o candidato diz que existe uma grande evasão de advogados que não votam por diversos motivos inclusive por inadimplência perante o órgão o que faz com que o número de votantes nem sempre expresse a vontade dos que compõem a OAB-PA. “Na última eleição, foram apenas oito mil e quinhentos votos de 25 mil advogados uma grande abstenção”, disse Sávio. 

Sobre o tempo de espera nas Unidade de Processamento Judicial, as UPJs, o candidato à presidência diz que é um absurdo a espera de mais de duas horas para o atendimento nas unidades o que atrapalha o trabalho dos advogados que necessitam das atividades das UPJ para exercer o trabalho. Ele critica a atual gestão por não tomar a frente desta questão.

“Minha crítica é que a atual comissão se preocupa mais em fazer barulho e postagem em rede social do que em adotar posturas efetivas de defesa das nossas prorrogativas. A UPJ é um escárnio! Ficar duas horas em uma fila é a violação das nossas prerrogativas. Cadê a atuação efetiva da OAB em relação a isso?” disse o candidato. 

Ele também tece críticas a atual gestão sobre a atuação da OAB em cidades mais distantes da capital do estado. Ele diz que há uma sensação de “não pertencimento” dos advogados à OAB, já que segundo Sávio, a atual gestão está distante desses profissionais. “O que eu percebo hoje na atual gestão é que ela não olha para esses advogados isolados. Provavelmente, no meu entender, é porque ali só ter 30 votos. Apenas trinta eleitores. Você tem que olhar para o advogado do interior não como eleitor, mas como um advogado que está isolado em uma comarca distante”, diz o advogado. 

Outros temas como a representatividade da mulher na OAB a e a questão de cotas também foram abordados na entrevista.

Você confere a entrevista completa no youtube do BT!

Confira também a entrevista com Eduardo Imbiriba

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