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Bolsonaro volta atrás e defende o voto eletrônico “vai ser confiável ano que vem”

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O presidente Jair Bolsonaro diz que o voto eletrônico vai ser confiável ano que vem em um evento na cidade de Ponta Grossa (PR), na última sexta-feira (5). Bolsonaro explica que tem tranquilidade agora porque tem o presidente do Tribunal Supremo Eleitoral, Luís Roberto Barroso, que está convidando entidades, entre elas as Forças Armadas, para participar das eleições. 

“Eu determinei ao ministro da Defesa, general Walter Braga Neto, que já que fomos convidados aceitamos e passamos a acreditar no voto eletrônico” explica Bolsonaro sobre concordar com voto eletrônico. Embora o discurso seja favorável a urnas eletrônicas, o presidente comenta novamente que o ideal é o voto impresso. 

No início de setembro, Barroso, presidente do TSE, anunciou a composição da Comissão de Transparência das Eleições, instituída na corte para acompanhar cada etapa do processo de preparação das eleições de 2022. Dentre os seus integrantes, está o general de divisão do Exército e comandante de defesa cibernética, Heber Garcia Portella, que foi indicado pelo ministro da Defesa, Walter Braga Netto.

A ideia da comissão foi de Barroso junto com outras três medidas, para dar mais confiabilidade ao processo eleitoral na esteira de ataques de Bolsonaro à urna eletrônica. A proposta é criar um elo entre o TSE e as entidades da sociedade civil, sem que haja ruídos e tentativas de descredibilizar as eleições. Também será antecipada em seis meses a inspeção do código-fonte da urna por partidos, a presença de fiscais partidários durante o processo de inserção dos programas no dispositivo de votação e o aumento de urnas auditadas às vésperas do pleito.

O presidente afirma desde as eleições de 2018 que ele teve votos suficientes para não disputar o segundo turno com o ex-prefeito Haddad do PT. O presidente sempre defendeu o voto impresso. “Voto impresso auditável e contagem pública dos votos é um instrumento de cidadania e paz social, garantia de paz e prosperidade, de harmonia entre os Poderes. Nenhum Poder é absoluto, todos nós temos limites. O que o povo quer, e nós devemos atendê-lo, é exatamente um sistema de votação onde se possa ter a garantia de quem se votou, o voto vai para aquela pessoa. Assim, nós conseguiremos, com toda certeza, uma paz no Brasil, conseguiremos antecipar possíveis problemas e nós partiremos para a normalidade”, afirmou Bolsonaro durante a live semanal em julho deste ano.  

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