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Deputado Igor Normando em entrevista ao BT: Nós vamos apoiar a candidatura de Sérgio Moro à Presidência

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15 anos. Foi com essa idade que Igor  Wander Centeno Normando deu os primeiros passos na política. Então estudante, Igor foi responsável por dirigir a União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (UMES). Em 2008, já era vice-presidente dos Estudantes do Pará e passou a fazer parte do quadro de dirigentes da União Nacional dos Estudantes (UNE). Duas vezes Vereador, hoje Igor Normando está como Deputado Estadual, e afirma que o caminho foi algo natural para ele. “A política aconteceu pra mim. Embora tenha familiares que sejam da política, eu não entrei nela por causa deles.Minha primeira filiação partidária foi no PDT, por me aproximar muito das ideias do Leonel Brizola. Tive a oportunidade de militar no movimento estudantil ainda muito jovem e foi acontecendo. Quando vi, já tava na UMES, entrei na universidade, fiz parte do DCE, cheguei a ser vice-presidente dos estudantes do estado, na reconstrução da união acadêmica paraense e fui pra UNE. Então as coisas foram acontecendo muito rápido e, quando eu vi, eu já tava tomado pela militância”, contou Igor.

Hoje presidente estadual do partido Podemos, o mesmo do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, Igor Normando afirmou que o começo na militância se deu por incentivo de uma professora. “Eu despertei a vontade política quando a minha professora dissertava sobre a Campanha da Legalidade de Leonel Brizola. Porque quando João Goulart ia ter a possibilidade de ser Presidente do Brasil, os militares queriam tomar o poder naquele momento. E o Brizola foi um foco de resistência no Rio Grande do Sul, quando ele era Governador. Então aquilo ali foi algo muito simbólico pra mim.”, narrou ele.

Quando questionado sobre a migração na sua linha política, que partiu de um simbolismo com Leonel Brizola, importante político de esquerda falecido em 2014, para a liderança de um partido de centro-direita como o Podemos, o Deputado afirma que está mais interessado em debater projetos, que irá apoiar a possível candidatura do ex-ministro Sérgio Moro à Presidência da República e que se considera um político radicalmente moderado. “O Podemos é um partido que não se posiciona nem à direita nem à esquerda, ele é de centro. Aqui no Pará, eu entendo que devemos fazer uma plataforma de centro, nós vamos apoiar a candidatura do Sérgio Moro à Presidente, porém nossa campanha vai ser propositiva. Eu discordo dessa forma que o Brasil se coloca de política de ódio, de acirramento. Isso faz com que a democracia perca seu valor, porque a gente deixa de fazer comparações de projetos pra começar a discutir quem é o menos pior. Eu migrei, minha concepção ideológica inicial era toda Marxista-Lenista, mas passei a ir mais para o centro e hoje me considero um político radicalmente moderado”, disse Igor.

Foi um erro muito grande ser Ministro do Bolsonaro

Ao ser perguntado sobre o que achava da trajetória que levou o ex-juiz Sérgio Moro até o cargo de Ministro da Justiça do Presidente Jair Bolsonaro, o parlamentar afirmou ter sido um grande erro de Moro. “O Sérgio Moro fez um erro muito grande na época em que foi ser ministro do Bolsonaro. Acredito que ele se arrependeu, tanto que saiu do governo. Se fosse ainda permanecer no erro, ficaria. Mas preferiu sair do governo ao invés de se sujeitar aos mandos e desmandos do governo Bolsonaro”, afirmou.

Sérgio Moro deve concorrer à Presidência pelo Podemos. Foto: Reprodução

Amigos dos animais

Mais de 15 propostas em favor dos animais. Desde a disponibilização de água e alimento para animais em situação de rua até a proibição de transporte por tração animal. Igor conta que essa luta não foi uma escolha, e que ele foi “atropelado” pela causa animal. “Eu era vereador de Belém, no primeiro mandato, e aconteceu o massacre dos animais no Marajó em que o gestor estava mandando matar as fêmeas por R$ 10 e os machos por R$ 5. A minha chefe de gabinete, que era ativista da causa animal, me chamou pra fazer um ato de repúdio ao maltrato de animais. Nós colocamos 5 mil pessoas na Praça da República, veio reportagem de fora, veio ator da globo no ato. Até político que eu nunca vi defender a causa animal apareceu lá. Eu fiz o ato muito sem entender nada, fiz o meu papel ali e achava que estava bom. E então veio o Aufamily Abrigo, que começou junto comigo. Nós resgatamos os animais lá do Arari, tiramos os que sobreviveram e trouxemos pra cá. Então começamos a fazer ações para custear a estadia desses animais no abrigo. Com isso, eu comecei a apresentar projetos e já tava atuando na causa animal sem perceber. Quando eu vi, já estava completamente envolvido”, relembrou.

Igor e Frida, cachorrinha adotada pelo político. Foto: Reprodução

Quando saiu da casa dos pais, Igor conta que a solidão fez com que ele tomasse a decisão de adotar seu primeiro animal, a Frida. “Eu passei a morar sozinha e me sentindo só, resolvi adotar um animal. Foi um processo de quatro meses pra poder adotar. Porque eu sabia que era uma responsabilidade muito grande, é um filho. Então eu adotei a Frida, que é minha filha, meu xodó, meu amor. Depois que eu adotei uma vira-lata que sobreviveu a maus tratos, que foi devolvida duas vezes pro abrigo, eu passei a entender a causa animal. Eu passei a entender o que era o amor de um ser humano com um animal, do animal com o ser humano e passei a ver o que é o sentimento verdadeiro mesmo”, celebra Igor que hoje, além de Frida, tem Toró e Pêqui em casa.

Confira na íntegra a entrevista feita com o Deputado Igor Normando.

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