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Envelhecer: a saúde do sono é importante

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Se existe alguém que rouba anos preciosos da vida da gente, essa ladra chama-se insônia. O pior é que as maiores vítimas são pessoas acima dos 60 anos, justamente as que mais precisam de uma boa noite de sono reparador. Se bem que todos nós precisamos de pelo menos 7 horas de um bom sono. A insônia é a mãe do esquecimento e o hipocampo, a área do nosso cérebro responsável pelas nossas memórias, é muito atingida. 

À medida que envelhecemos, as causas e a gravidade das insônias (isso mesmo, existem várias insônias) aumentam. O pior é perceber o quanto nos exames de rotina com pessoas idosas, exames sobre saúde do sono são negligenciados com frequência, apesar de comprovadamente agravar distúrbios físicos e emocionais, inclusive com perda de função cognitiva.

Vamos lá! insônia não é algo que afeta pouca gente. Quase todo mundo sofre pelo menos de insônia episódica. Aquela famosa noite em que o corpo parece ter esquecido como dormir. Por pior que possa ser ficar acordada por uma noite, nada se compara com os efeitos para pessoas em que a insônia é algo crônico.

Um estudo feito em 95 pelo national institute on aging, pesquisou mais de 9 mil pessoas com mais de 65 anos. A pesquisa revelou que 42% das pessoas pesquisadas relataram dificuldades tanto para adormecer, como para continuar dormindo.

A insônia sempre será apenas um sintoma e não um diagnóstico, que pode ser uma boa pista para um problema de saúde que pode ser tratável.

Tipos de insônia.

A insônia provisória dura menos de um mês e pode ser decorrente de um problema temporário no seu ambiente de trabalho, ou de uma doença inesperada. A insônia de curto prazo já tem a duração de um a seis meses e pode ser resultado de uma crise financeira pessoal ou da morte de alguém querido. Quando a insônia já dura seis meses ou mais, aí já é considerada insônia crônica e pode causar sérios problemas físicos, emocionais e sociais. Insônia crônica também pode causar distúrbios intelectuais, de cognição, retardo psicomotor. Muitas vezes a insônia crônica vem acompanhada de depressão e pode aumentar o risco de quedas em pessoas idosas.

Existe ainda uma outra classificação para as insônias: primária e secundária. 

A insônia primária acontece principalmente durante o sono e se caracteriza por apnéia obstrutiva do sono (vias aéreas repetidamente bloqueadas), síndrome das pernas inquietas, movimento periódicos dos membros, ou tendência a realizar fisicamente os sonhos. Esta síndrome é conhecida como distúrbio comportamental do sono de movimento rápido dos olhos e 50% das pessoas que desenvolvem esta síndrome terão a doença de Parkison. Uma vez que o sono não é interrompido, pessoas com distúrbios primários de sono podem ser ajudados por seus parceiros de cama observando-os, mas o ideal é ser diagnosticado por um profissional em um laboratório do sono.

Já a insônia secundária está atrelada a um problema médico, psiquiátrico, a efeitos colaterais de medicamentos, fatores comportamentais como uso em demasia de cafeína, álcool ou nicotina ou cochilos diurnos; a distúrbios ambientais como o famoso jet lag (como se acostumar a um novo fuso horário) ou ruído ou luz excessiva no quarto.

Entre as condições médicas que podem causar insônia estão a insuficiência cardíaca, o refluxo gastroesofágico, doenças pulmonares, artrite, doença de alzheimer e incontinências.

Quando as causas da insônia são não médicas, uma boa higiene do sono dá resultado, como: limitar cochilos a menos de 30 minutos por dia, evitar estimulantes e sedativos, evitar refeições pesadas e diminuir o consumo de líquidos dentro de duas ou três horas antes de ditar; fazer exercícios moderados diariamente, de preferência pela manhã, apagar luzes no quarto e só ir pra cama quando realmente estiver com sono

A verdade é que ninguém envelhece com saúde sem um sono saudável e a  falta de um sono reparador diário acelera e muito o nosso processo de envelhecimento.

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