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Ministério Público abre denúncia contra agressor de advogada

O acusado foi denunciado pelo Ministério Público do Pará

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No início de setembro deste ano, o BT divulgou o caso da advogada Erika Souza, que alega ter sido agredida fisicamente por Alberto Vidigal em frente a clínica Alvita, em Belém. 

Nesta sexta-feira, 22 de outubro, o Ministério Público do Pará, por meio do Promotor de Justiça Franklin Lobato Prado, denunciou o caso. 

Site oficial do Ministério Público do Pará noticiando a denúncia. Imagem: www2.mppa.mp.br

O dono da clínica particular está sendo denunciado por lesão corporal dolosa. 

Segundo Erika, o acusado Alberto Vidigal, fez um Boletim de Ocorrência contra ela e foi instaurado um Termo Circunstanciado de Ocorrência -TCO, que é um procedimento que investiga infrações de menor potencial. Esses casos são julgados no Juizado Especial Criminal. Neste TCO, Alberto alega ser vítima de Erika. Ele pede no processo contra ela,17 mil reais por danos materiais e por lesão corporal. No Boletim de ocorrência, o dono da clínica estaria alegando que agrediu Erika em legítima defesa. 

Já no outro Boletim de Ocorrência, o que Erika abriu contra Alberto, consta a solicitação das imagens das câmeras de segurança próximas ao local, o relato de testemunhas, como o de um “flanelinha” que estava presente no momento e os exames feitos para comprovar as agressões que ela sofreu. Erika alega que desenvolveu sintomas de pânico e ansiedade após o episódio e estaria fazendo terapia. 

O inquérito policial foi concluído como crime de violência de gênero contra a mulher e, por isso, foi distribuído para a 3° Vara de violência doméstica e familiar. O Ministério Público denunciou o acusado, e agora o processo vai para avaliação do juiz e recebimento da denúncia feita pelo Ministério Público.

Em caso de condenação, a pena para lesão corporal grave é de reclusão de 1 a 5 anos.

No Brasil as mulheres agredidas fora do âmbito familiar estão totalmente desprotegidas porque a lei não tem rigor na punição em casos semelhantes ao que ocorreu comigo, e utiliza todos os benefícios de substituição de pena para fazer com que o agressor permaneça como réu primário, aí a ficha não suja e a impunidade só aumenta. – Disse Erika para o BT.

Relembre o caso:

Segundo Erika, o caso aconteceu quando ela aguardava uma amiga, em seu carro que estava parado na frente da clínica do acusado. Ela conta que Alberto Vidigal foi confronta-la por ter estacionado no carro no local.

Iniciou-se uma discussão entre eles e Erika teria sido agredida física e verbalmente por Alberto. Primeiro por um tapa, em seguida, por chutes e socos. Erika conta que a agressão atingiu cabeça, rosto, pernas e pé direito.

A vítima então pediu apoio a uma viatura da Polícia Militar que passava pelo local após o crime.

Confira o Vídeo em que a advogada conta como aconteceu a agressão. Nele, também estão as imagens captadas por câmeras de segurança.

Vídeo de Erika Sousa enviado para o Belém trânsito na época da agressão

Tentamos entrar em contato com o acusado por intermédio da clinica via redes sociais, porém até o fechamento desta matéria não obtivemos resposta

 

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