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Parlamentares entram com ação penal contra o jogador Maurício por homofobia

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A deputada federal, Vivi Reis do  Psol, se manifestou a respeito da LGBTQIA+fobia praticada pelo ex-jogador de vôlei, Maurício Souza e informou que ela e outros parlamentares entraram com uma ação penal contra o atleta. “Os parlamentares representantes LGBTQIA+ de 13 estados e sete partidos políticos decidimos entrar com uma representação no Ministério Público de Minas Gerais, para que seja aberta uma ação penal pública contra Maurício por incitação do preconceito e discriminação homotransfóbica”, afirma a deputada sobre o posicionamento dos congressistas.   

Viviane Reis fala que este não é o primeiro discurso do jogador que embasa a violência. “A intenção dele, ao comentar sobre a bissexualidade do novo super homem é constranger as pessoas LGBTQIA+. E não é de hoje que ele tem usado suas redes sociais para disseminar comentários ofensivos”, relembra Viviane sobre o impacto da fala de Maurício.

O jogador aproveitou as redes sociais para fazer uma postagem com teor homofóbico sobre a novo Superman, filho de Jon Kent, com nova roupagem bissexual nas aventuras do super-herói, no dia 12 de outubro. O atleta escreveu na publicação “Ah, é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”. 

A Fiat é patrocinadora do time Minas Tênis Clube, onde Maurício jogava, após a publicação do atleta, a marca exigiu um posicionamento firme do clube, que resultou na demissão do esportista. 

Douglas Souza,  jogador de voleibol, parabenizou a ação da Fiat e também foi atacado por Maurício. “Eu tinha 200 mil seguidores, hoje eu tenho 700 mil. Graças a Deus eu não precisei ficar sambando em cima da cama e nem desfilando na quadra, para ganhar o respeito e a admiração de vocês”, dispara Maurício, alfinetando Douglas. 

O Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e também é o líder em assassinato de pessoas trans no mundo, de acordo com a Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA). “É este discurso que embasa a violência que mata centenas de LGBTQIA+ todos os anos no Brasil”, ressalta a deputada Vivi. 

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